1 Mas sera stress! Näo, obrkado! Estamos dependentes do stress, que funcíona como qualquer outra droga. E, quando de um día para o outro, nos plantám numa aldeía do interior ou mesmo numa praia, entramos em síndroma de caréncía. A questäo é encontrar formulas de substi-tuícäo que näo deem com o resto da família em doída* Isabel Stilwell Chocaclo pelo título? É que mais vale ad-mitir a verdadc do que softer por ser in-génuo. K a vei'dade é que a maioria das pessoas näo sabe viver sem stress, sem objectivos palpáveis, compromissos para cumprir. Näo admira, por isso, que quando, de um dia para o outro, säo trans-plantados para uma praia ou aterram de pára-quedas numa aldeia do interior, sejam aco-metidos de um imediato ataque de pänico: "E agora o que é que eu faco, como é que ocupo o tempo?", perguntam incessantemente a quem os rodeia. O passo seguinte é desastroso para todos, principalmente para aqueles que conseguem a paz de espírito suficiente para se estenderem ao sol e ali se deixarem ficar. E que o stressado, repentinamente privado da sua "droga", entra em caréncia e, para a combater, trata de encher a vida com actividades aparente-mente lúdicas mas que, pelo rigor do horário e a exigéncia com que säo praticadas, näo diferem muito do seu dia-a-dia no escritório. E o pior é que podem querer estender o seu novo "progra-ma" de férias aos que vivem sob o mesmo tecto. O fenómeno é unisexo. As mulheres, pode dar--lhes para se atirarem ä cozinha, decidirem que chegou a altura de arrumar gavetas ou encerar tijoleiras desbotadas. Os homens preferem desen-cantar da garagem a mota que precisa de ser des-montada e montada novamente, a cana de pesca ou mesmo o berbequim; isto, quando näo lhes dá a vertente cultural e enfiam a família toda no carro para conhecer os museus desconhecidos que es-peram (e provavelmente näo se importavam de continuar a esperar!) por ele. Ou, porventura pior, decidem que é tempo de educar correctamente os filhos e de as esposas lhes prestarem a devida atencäo - tanto em termos gastronómicos, como noutros. E até as criancas näo säo imunes a este fenómeno. Depois de 300 dias a correr de casa para a escola, da escola para a natacäo, para a informática e para o judo, enchendo depois os fins-de-semana com programas ininterruptos, é natural que näo se contentem com a ideia de pas-sarem 24 sobre 24 horas, sentados em frente de um balde e de uma pá, com adultos a berrar que no tempo em que eram da idade deles viviam muito bem sem computadores ou play-stations. Por esta altura, já deve saber se este texto se lhe aplica ou se, pelo contrario, lne está a causar uma enorme irritacäo. Caso se inclua no segun-do grupo, šalte já para o artigo seguinte, e para-béns! Foi feito para as férias, já está num grau mais avancado de desenvolvimento e tem todas as condicöes para enfrentar os desafios do sécu-lo XXI, com as reducöes dos horários de traba-lho e alargamento dos tempos livres, com a maior das boas disposicöes. Mas se se identificou com o que até aqui foi escrito, adiante. Vamos lá ver o que é possível fazer por si. Férias: uma invengáo moderna Em primeiro lugar, näo se sinta complexado. Esta história das férias näo tem mais de cinquen-ta anos e, mesmo assim, só se aplica a determi-nados meios sociais. Nos inquéritos que o Institutu Nacionál de Estatística faz sobre estes as-suntos, fica sempře bem claro que ainda há mui-tos Portugueses que näo sabem o que isso é. Até há pouco tempo ninguém podia dar-se ao luxo de desaparecer da sua actividade normal -fosse alimentär os porcos, ordenhar as vacas ou estar atrás do balcäo na taberna - por mais de uns dias e, mesmo assim, só depois de um choradinho ä vizinha ou um apelo ao coracäo da sogra. Mas mesmo quem tinha férias, encarava-as como uma altura de se dedicar a um tipo de tra-balho que näo tivera tempo de desenvolver durante o resto do ano como, por exemplo, cons-truir a casa na aldeia (mas construir mesmo, näo era ir lá dar uns palpites a quem carrega efectiva-mente os tijolos!), fazer melhoramentos e pintu-ras naquela em que vivia, trabalhar a terra que se herdou de uma tia, ou mesmo aproveitar para dar umas horas no restaurante da praia, porque assim os miudos sempre gozavam qualquer coisa. Por isso, se lhe "chagarem" a cabeca porque näo consegue estar 30 dias de papo para o ar a tostar, como se tivesse perdido uma qualidade que antiga-mente todos tinham, näo se deixe impressionar. Mas, também, näo tome tudo o que lhe disse como desculpa para ser incapaz de parar e gozar a vida. E que o facto de o prazer de näo fazer nada ser uma descoberta recente, näo significa; que seja de desprezar. Muito pelo contrario. ; Entäo como fazer? A solugäo é encontrar subs-' titutos ou, pelo menos, passar por urn programa! de desintoxicagäo, com habituacäo progressiva ao novo estado. Quando marcar férias näo se deixe ir na canti-ga do seu marido / mulher / filhos. Elas podem adorar praia, porque těm lá as suas amigas para a má-língua sob o toldo e os miúdos os amigos que também fazem surf, mas se para si só a ideia lhe causa calafrios, tente este ano encontrar algumas estratégias de sobrevivéncia. Vá até lá uns tempos antes e deseubra se há algum curso de parapente, tenis, qualquer coisa em que possa inserever-se. Desencante os roteiros turísticos da zona e estabeleca um piano de visitas, mas näo obrigue todo o resto da tribo a ir consigo, se näo lhes apetecer. Tente convencer alguns amigos mais próximos a irem para aqueles lados ou, pelo menos, sufici-entemente perto, para os poder ir visitar (enquanto vai e volta, sempre está a fazer qualquer coisa). Depois, näo tenha vergonha de levar o computa-dor, o telemóvel (sabe que eles se podem desligar quando se quer, näo sabe?), carradas de livros e dossiers. Tente eserever um livro! Se o chatearem com bocas de que näo consegue largar o trabalho, responda que tem a sortě de lhe pagarem para fazer o que gosta, ao contrario de tantos infelizes que sofrem todo o ano para térem dinheiro para estoirarem nos únicos 30 dias em que säo livres de se dedicarem ao que lhes dá prazer! Se quer mesmo cortar com a papelada, compre uma enxada e dedique-se ä agricultura. Näo sei, invente, mas tenha algumas bóias de salvacáo a que se agarrar! As mulheres com filhos, normalmente, těm menos dificuldade empreencher o tempo li vre, prin-cipalmente se passam férias numa casa sem máquinas de lavar ou aspiradores. Para elas, o problema pode ser antes o facto de estarem, coi-tadinhas, convencidas que aquelas brasas que aparecem nos anúncios sob o sol das Caraíbas, com um hörnern dengoso e dedicado ao lado, existem mesmo! Aí, näo é tanto a subita disponi-bilidade que as assusta - porque nunca é numa quantidade assustadora - mas antes, a frustraeäo dos sonhos. Um problema mais difícil de resol-vei", mas que talvez melhore com a leitura de livros de literatura de cordel (aquela que mesmo as interrupcoes constantes náo fazem perder o fio á meada) ou o visionamento de videos románti-cos que náo teve tempo de ver. Náo há nada que a imaginacáo, felizmente, náo cure. Běbedo de desporto A actividade física tem um efeito inebriante que normalmente consegue maravilhas na dissipagao da sensacáo de depressao e cansaco que resulta de uma súbita paragem de stress... Estimula a oxigenacao e a circulacáo e liberta hormonas que těm uma aceáo euforizante, de onde resulta aquela impressao de se ter energia para tudo. Se, ainda por cima, pratica um desporto que envolve outras pessoas e lhe dá, por isso, a opor-tunidade de conversar e rir, é provável que re-presente para si exactamente as "férias" que pre-tende. Nesse caso, está safo... Mas atencáo porque é perigoso atirar-se a uma modalidade (ou mesmo a uma que praticava "em tempos" ), logo no primeiro dia de férias, se durante todo o ano náo fez exercício nenhum. Pode ser uma boa droga de substituicáo para as reuni-oes e os constantes telefonemas, mas é preciso que náo entre a matar... senáo morre mesmo. Aprender a dizer: Náo O que é que isto vem a propósito? E que, mui-tas vezeš, o nosso stress do dia-a-dia vem de náo sermos capazes de dizer náo a ninguém, tentan-do desdobrar-nos por milhentas actividades, algumas das quais só nos provocam desagrado, mas das quais náo sabemos libertar-nos. É evidente que näo podemos fazer só o que gostamos. Nem em férias, nem fora delas. Mas há um limite para as concessôes que temos obri-gacäo de fazer. Recusar-se determinantemente a passar uns dias com os pais que já estäo velhi-nhos pode ser imoral, mas dizer näo a um programa de 30 dias de férias com a sogra (ou a mäe), já pode ser uma medida inteligente, para quem näo quer acabar ä estalada ou com uma úlcera de estômago. Que näo nos consigamos libertär do stress já pode ser mau, mas que o dupliquemos nos dias em que somos supostos estar em liberdade, ainda é muito pior. Por isso, utilize a diplomacia e os neurónios que lhe restam para encontrar solu-§öes de consenso que náo espicacem a sua cul-pabilidade (afinal, durante todo o ano deu táo pouca atencäo ä família que agora chegou a hora de a compensar), nem o transformem em vitima. É que, sabe, estas coisas do altruísmo tém de se ter com conta, peso e medida. Temos pouca capacidade para dar, se esse dar näo nos dá algum prazer, nem que seja o de aereditarmos pia-mente que assim ganhamos o Céu. Se os seus filhos sobreviveram o ano todo com uma alimen-tacäo mais apressada, näo é preciso, por exemplo, servir-lhes agora refeicôes de príncipes, até porque é provável que eles atirem tudo pela ja-nela e lhe pecam o hamburguer do costume! E se é verdade que lhes pode dar mais atencáo, aproveitar para fazer aquele castelo de areia gigante que prometeu, ou para lhes ler o ultimo livro de Os Cinco, também näo se sinta na necessidade de prescindir de um tempo só para si. Revista Notícias Magazine Glossário berrar: gritar. bocas: críticas; afirmacóes que sugerem algo de forma indirecta. calafrio: arrepio; sensacao de medo; pánico. caréncia: necessidade; sensacao de falta de algo. carradas de: grande quantidade de. chagar: (pop) chatear; aborrecer. desbotada: que perdeu a cor devido ao uso. desdobrar-se: multiplicar-se. desencantar: achar algo que é difícil de encontrar. dissipacjío: desaparecimento. encerar: cobrir ou untar com cera. espica^ar: provocar uma reaccao. imune: protegido de. ordenhar: mungir; extrair o leite das tetas de um animal (fémea). palpável: que se pode palpar; óbvio; evidente. prescindir: dispensar; renunciar; passar sem. ser acometido de: ser assaltado por (ou sentir-se atacado por) uma sensacao. tijoleira: peca de cerámica usada no revestimento de pavimentos. um choradinho: situacáo de pedir algo na forma de lamento. compreensáo 1. Perguntas de compreensáo: a. No texto o stress é relacionado com um tipo de droga. Porque é que, na su;i opiniao, essa relacao é feita? c. Que tipo de férias é que a autora nos aconselha a fazer? Refira o que ela considera que nunca deveremos fazer? d. Justifique a razäo pela qua! a autora afirma que estas coisas do altruísmo tém de ser com conta, peso e medida. O que é, entäo, para si o stress e quais as consequéncias que considera que dele podem advir, tendo em atencäo os seguintes aspectos: saúde, família, trabalho, amigos, vícios, etc? Porque é que só nos últimos anos é que se passou a considerar o stress eomo uma doenca? 2. Comente as seguintes afirmacôes: a. "Estamos dependentes do stress, que funciona como qualquer outra droga. E, quando de um dia para o outro, nos plantám numa aldeia do interior ou mes-mo numa praia, entramos em síndroma de caréncia." b. "Esta história das férias näo tem mais de cinquenta anos e, mesmo assim, só se aplicaadeterminadosmeios sociais. (...)ficasemprebemclaroque ainda . há muitos Portugueses que näo sabem o que isso é. Até há pouco tempo nin-guémpodia dar-se ao luxo de desaparecer da sua actividade normal (...) por mais de uns dias." b. Quais säo as sugestôes dadas pela autora do texto para que se possa combater o problema do stress! Refira as suas próprias sugestôes para o problema. c. "A actividade física tem um efeito inebriante que normalmente consegue ma-ravilhas na dissipacáo da sensacao de depressáo e cansaco que resulta de uma súbita paragem de stress... Estimula a oxigenacáo e a circulagáo e liberta hormonas que tem uma ac§ao euforizante, de onde resulta aquela impressáo de se ter energia para tudo." vocabulário 1. Substitua o que se encontra em itálico pelas seguintes expressôes formadas pelo verbo dar: dar-se com; dar em águas de bacalhau; dar-se ao luxo de; dar para; dar uns palpites; dar em; dar com; dar o braco a torcer. a. Antigamente, embora muitos Portugueses näo tivessem possibilidade de go-zar férias, havia uma minoria que tin ha o privilégio de usufruir de períodos de férias bem revigorantes. b. Desde que comecei a trabalhar no novo projecto, tenho tido tanto trabalho que estou quase aficar doida. c. Para fugir ao "stress", aconselho-a a que passe algum tempo neste hotel, cu-jos quartos estäo viraclos para o mar. d. Será que voce conhece alguém que adore dar sugestôes sobre o trabalho dos outros? e. A Mariana anda com uma terrível depressäo. Já näo é a primeira vez que a encontro a chorar pelos cantos. f. A viagem que tínhamos planeado äs Carafbas acabou por näo se realizar, uma vez que tivemos que adiar as férias por motivos de trabalho. g. Muitas pessoas estao de tal modo depenclentes do "stress" que as rodeia, que nao gostam de locais isolados e tranquilos para os tempos livres. h. Nos últimos tempos, o meu marido tern andado a trabalhar mais de 10 horas por dia. Mas, por muito cansado que se sinta, nunca o admite. 1. Relacione as expressôes idiomáticas com as explicates que säo dadas na colu- n a da direita. 1. aterrar de pára-quedas a. de modo equilibrado 2. entrar a matar b. näo conseguir seguir a sequéncia da conversa 3. acabar ä estalada c. chatear alguém até perder a paciencia 4. com conta, peso e medida d. pessoas com as quais se fala sobre os outros 5. acreditar piamente e. crer em absoluto 6. estar de papo para o ar f. acreditar ingenuamente numa história falsa 7. chagar a cabeca g. iniciar uma conversa de modo extremamente 8. deixar-se ir na cantiga agressivo 9. amigas para a má lingua h. permanecer algum tempo sem fazer nada 10. perder o fio ä meada i. ver-se de forma inesperada e súbita num lugar ou situacäo j. situacäo que evolui e termina de forma violenta • Faca uma frase com cada uma das expressSes idiomaticas. 3. Muitas palavras admitem mais do que um significado. Utilize as palavras dadas consoante o contexto de cada frase, conjugando o verbo e colocando a preposi-cao sempre que necessario. tostar / estender / atirar-se / gozar / estoirar a. No Veräo, por vezes, as praias estäo de tal modo apinhadas de gente, que se tem de procurar um espaco que nos permita__a toalha. b. Muitas pessoas___ o dinheiro todo durante as férias. * c. Muita gente ainda gosta de ficar a.__ ao sol, ignorando os * conselhos que insistentemente lhes säo dados. d. Há pessoas que quando se encontram em fases de depressäo tém tendencia para_____a tudo o que se coma. e. Hoje de manhä, quando ia para o escritório, um pneu da frente do meu carro _.__e tive urna sorte tremenda em ter conseguido travar. ; f. O Alfredo encontra-se neste momento a__umas merecidas { férias no estrangeiro após ter trabalhado durante todo o ano. [ g. Amanhä, na entrevista que vou ter para vendedor, será essencial que eu consi-] ga__a conversa durante, pelo menos, 45 minutos. í h. Vou deixar o peru mais algum tempo no forno para que_bem. i f i. Ele é uma pessoa extremamente trocista: näo resiste a _____com í tudo e todos. ; j. O Paulo foi despedido por se ter_ (a) secretária do director. Gramática i 1. Transforme as frases seguintes em frases conjuntivas. | s "i: a. As mulheres, pode dar-lhes para se atirarem ä cozinha. f b. No caso de se incluir no segundo grupo, salte já para o artigo seguinte. d. É natural näo se contentarem com a idei a de passar 24 horas sem nada para fazer. e. Näo é aconselhável parar, pura e simplesmente, de beber café. f. Apesar de muitas pessoas terem possibilidade de gozar férias, näo conse-guem suportar a ideia de ficar longe do trabalho durante muito tempo. 2. Complete as frases usando as palavras dadas e conjugando o verbo. a. Na semana passada / por mais que / (eu) / querer.......... b. Embora / hoje / (ele) / estar cansado c. Se / no proximo més / (eu) / ter / tempo livre d. Espero que / (eles) / acabar e. Para que / (nós) / dormir / bem f. Agradecia que / (voce) / dizer-me c. No caso de o chatearem com bocas de que näo consegue largar o trabalho, t--" deveria responder que tem a sorte de fazer o que gosta. í g. Enquanto / (eu) / gastar / tanto dinheiro h. Caso / (tu) / vir / proximo sábado. i. Logo que / (ela) / chegar. j. Era preferivel que / (voce) / ir. Preencha os espacos conjugando o verbo correctamente. Falar de stress, implica que. (falar / nós) de muitos dos problemas que fazem parte da vida moderna de uma grande cidade: os horärios a cumprir, o tränsito infernal, a competicäo exacerbada... Contudo, se____(pensar / nös) bem, podemos verificar que a mulher moderna talvez_(ser) a mais afectada por tal cloenga. Longe väo os tempos em que uma mulher que_______ (ca- Pramatiza^ao Imagine que voce se encontra na seguinte situacao: • vive nos arredores de uma grande cidade; • todos os dias demora uma hora e meia para chegar ao seu local de trabalho e o mesmo tempo para regressar a casa; • tern uma profissao de desgaste mental e tensao constante; • dorme poucas horas e tem insónias; « tem, no maximo, duas semanas de férias por ano; • tem uma família grande e filhos numa idade complicada; • tem muitas despesas; • tem um horário extremamente irregular para as refeicoes e tem uma alimen-tacao pouco saudável. Tente assumir o papel de alguém que se encontra nesta situacao, cujos sinto-mas e problemas' o levaram a pedir auxílio a um amigo. Exponha-lhe toda a situacao e ouca os seus conselhos, argumentando sempře que considerar ne-cessário. sar) e. . (ter) filhos, se via obrigada a assumir o seu papel de esposa e mae de família a tempo inteiro, abandonando a sua carreira profissio- nal, caso a______ (possuir). Hoje em dia, pelo contrário, é difí- cil que isso_(acontecer), uma vez que é cada vez mais comum que a mulher_(ter) acesso a uma educacáo de nível superior e, consequentemente,_(lutar) por um lugar profissional, competindo com o homem de igual para igual. No entanto, isso nao significa que ela_(abandonar) o seu papel de esposa, de mae e de dona de casa. É exactamente na conjugacao destas tarefas, tao diferentes, mas que se completam, que reside a maior dificuldade. E se _(nós / lembrar-se) de que quando elas estao de férias, é normál que_(continuar) a lavar, a decidir as refei- coes e a prepará-las, a limpar, enfim, tudo o que é habitual fazer no dia-a-dia, teremos que admitir que ser mulher é sinónimo de viver em tensáo permanente. Nao é justo! E de esperar que, caso vocé_(ser) do sexo masculino, náo__(concordar) com esta opiniao e, alem disso, é evi- dente que esta situacao varia conforme o país e cultura dominantě.